Baru



Baru

Além de toda versatilidade para o uso, venho acompanhado de proteínas, ácidos graxos, vitaminas e minerais essenciais para uma alimentação saudável.

Da família Fabaceae, Dipteryx alata é uma árvore que mede até 15 metros de altura e dá frutos de casca dura, que em seu interior possuem uma amêndoa de sabor e aroma suave semelhante ao amendoim e a castanha de caju. De alto valor nutricional, principalmente em proteínas, esse fruto é o baru, que possui diversas denominações regionais, como cumbaru, cumaru, barujo, coco-feijão, cumarurana, emburena-brava, feijão-coco e pau-cumaru.

A árvore é nativa do Cerrado brasileiro e infelizmente está ameaçada devido à extração predatória de sua madeira, que possui reconhecida resistência, qualidade e propriedades fungicidas. Outro agravante para a situação é a destruição do seu habitat, por isso o baru encontra-se ameaçado de extinção.

Seu uso na culinária é comum e substitui as amêndoas, sendo utilizados crus, tostados ou salteados. O fruto pode ser utilizado integralmente, resultando em polpas de fruta, óleos, manteiga e tortas. Há diversas receitas de rapaduras, paçoca, sorvetes, pestos, bombons, bolos, biscoitos etc. Sua aromática e doce polpa é consumida in natura ou na forma de geleias, sucos e licores, além da possibilidade de extração da farinha, que pode ser utilizada em substituição à farinha branca na panificação.

Além do uso para nossa alimentação, a polpa dos frutos, quando maduros e em períodos de seca, podem complementar a dieta dos animais devido às suas propriedades nutricionais. O baru possui cerca de 26% de teor de proteínas, mais do que o coco-da-bahia, castanha do pará e castanha de caju. Seu óleo possui propriedades medicinais anti-reumáticas e indicações para diversos usos, como afrodisíacos por exemplo.

Para o cultivo, a árvore precisa de sol pleno e solo fértil, drenável e bem enriquecido com matéria orgânica. Uma espécie que necessita de irrigação regularmente no primeiro ano de implantação e que, após bem estabelecida, dispensa as regas e é capaz de tolerar períodos de estiagem sem se abalar. Sua multiplicação é por sementes, que devem ser colhidas dos frutos maduros assim que eles caem no chão ou ao sacudir os ramos, e sua germinação ocorre em 7 a 15 dias após o plantio.

Tanta informação benéfica sobre o baru nos convida a refletir que a inclusão de alimentos tradicionais na nossa mesa significa também diversificar o portfólio de produtos e oportunidades para a agricultura, sobretudo aquela de base familiar, que corresponde hoje a mais de 80% dos produtores rurais do Brasil.

Nome Científico:
Dipteryx alata


Nome Popular:
Baru


Partes utilizadas:
Castanhas


Paçoca de Baru
Insira em um pilão ou mesmo no processador: 200g de castanha de baru, 140g de açúcar refinado e 2g de sal. Triture tudo e sirva.