Gravatá

Gravatá

Cerca viva, planta ornamental e com frutos amarelinhos: conheça o gravatá e seus benefícios.

O termo gravatá é dado a várias espécies de plantas da família das bromeliáceas também conhecidas pelos nomes de abacaxi-de-raposa, caraguatá, caravatá, caroá, caroatá, caruatá, caruatá-de-pau, coroá, coroatá, coroá-verdadeiro, craguatá, crauaçu, crauatá, crautá, cravatá, croá, curauá, curuá, curuatá, erva-do-gentio, gragoatá , piñuela e erva-piteira. Dentre as bromélias que são chamadas por esse nome, a mais conhecida é a Bromelia antiacantha.

As plantas são nativas da Mata Atlântica e também estão presentes no Cerrado e em matas ciliares. Seu ciclo é perene (o que o permite viver por mais de dois anos, ou seja, por mais de dois ciclos sazonais), suas folhas não caem e são semelhantes às do abacaxi e as flores possuem tons avermelhados que chamam atenção por sua beleza.

O gravatá é muito resistente à diversidade de temperatura, solo e estiagem. Por conta de suas folhas grandes e espinhosas é muito utilizado como cerca viva. Suas folhas também fornecem fibras para a confecção de barbantes, linhas de pesca, tecidos, cestos, esteiras, sandálias e chapéus, além de outras peças artesanais e decorativas, gerando renda para diversas famílias. Para quintais grandes e espaçosos, o uso ornamental é uma boa alternativa, pois suas inflorescências são majestosas e os frutos muito saborosos. Quando em floração, atraem diversos insetos e beija-flores.

Os frutos arredondados, produzidos em cachos, são amarelos quando maduros e de polpa suculenta. A depender da variedade, podem ser doces ou ácidos. São utilizados no preparo de doces (geleias e sorvetes) ou sucos e apresentam diversas propriedades medicinais: anti-inflamatória, expectorante, diurética, enérgica e tônica. Podem ser consumidos assados, ingeridos com mel ou apreciados in natura, o que é menos usual. Mesmo maduro, podem “pinicar” um pouco a boca devido ao oxalato de cálcio e enzimas proteolíticas presentes.

A polpa é utilizada como xarope para tratar casos de asma, bronquite, diabetes e até pedras nos rins. O chá das folhas, aliado a gotas de própolis, é usado no tratamento de aftas e feridas bucais. Deve-se ter cuidado na ingestão, pois a planta é considerada abortiva. Os frutos e folhas possuem atividade antibacteriana em especial contra bactérias gram-positivas.

O gravatá é uma PANC rústica, de fácil cultivo, que cresce rápido e não necessita de cuidados especiais. A adubação deve ser feita apenas com o amontoamento de folhas e capim cortado ao seu redor.

Dica do Mato no Prato: Cuidado ao cultivar em locais próximos de casa ou onde circulam as pessoas, pois o contato com os seus espinhos é doloroso.

Nome Científico:
Bromelia antiacantha


Nome Popular:
Gravatá, Bananinha do mato, Caraguatá


Partes utilizadas:
Frutos in natura, na forma de sucos, poupas, licores e geléias, após o cozimento ou mesmo assado


Geléia de Bananinha do Mato:
Retire os frutos maduros, lave, corte em rodelas e triture com casca junto a 1 copo de água e coe. Utilize o suco para adicionar na próxima leva a triturar.
Adicione açúcar cristal. Se desejar mais consistente adicione maçã, ou pectina. Cozinhe em fogo baixo e mexa até atingir o ponto desejado.